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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os melhores filmes que vi em 2010 - Parte 2

Vamos ao grande final, mais 5 categorias e filmes maravilhosos:

Melhor Romance: “ Casablanca”(idem, Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, 1942). Um filme maravilhoso, apesar de ser tão famoso que é quase impossível que uma pessoa culta não conheça o final sem tê-lo assistido. De qualquer forma, agora assisto ao filme sempre que é reprisado no TCM.

Melhor Faroeste: “Johnny Guitar” (idem, Joan Crawford, Sterling Hayden, 1954). Confesso que não estou muito acostumada ao gênero, mas este faroeste feminino, com uma mulher como protagonista e uma trama meio lésbica, é de tirar o fôlego. Romance, perseguições e, como não podia deixar de ser, com um belo tiroteio.

Melhor Filme em Tribunal: “ Testemunha de Acusação” (“Witness for the prosecution”, Marlen Dietrich, Tyrone Power, 1957). Esse é um filme surpreendente, cheio de reviravoltas e um final de deixar qualquer um boquiaberto. Os atores até assinaram um termo de silêncio sobre a cena clímax.

Melhor épico: “Dr Jivago” (“Dr Zhivago, Omar Sharif, Julie Christie, 1965). Fresquinho, assisti semana passada! Comecei pensando que o momento da Revolução Russa devia ter sido fascinante, mas fui mudando de idéia ao longo do filme. Um história de amor proibido em meio à guerra e à neve e um retrato fiel do período.

Melhor Biografia: “Ed Wood” (idem, Johnny Depp, Sarah Jessica Parker, 1994). Foi difícil, mas a biografia em preto-e-branco em plenos anos 90 é fantástica e divertidíssima. O excêntrico e otimista diretor, na ânsia de se tornar o próximo Orson Welles, acaba com a fama de “pior diretor de todos os tempos”.

Espero que 2011 venha com muitos outros filmes bons! Foi difícil fazer essa seleção!
Feliz Ano Novo!
Lê ^_^

Os melhores filmes que vi em 2010 - Parte 1

Mais um ano chega ao fim. E posso dizer que 2010 foi um bom ano para mim. Pelo menso no que diz respeito ao cinema. Assisti a 80 filmes este ano (sim, eu contei) e, embora essa seja uma árdua tarefa, é hora de eleger os melhores de 2010, por categoria:

Melhor Drama: Vamos às lágrimas logo de início! “Nasce uma Estrela” (“A Star is Born”, Janet Gaynor, Fredric March, 1937) foi uma experiência emocionante. Cheio de referências às estrelas da época, a história sofrida da garota do interior que batalha para se tornar uma grande estrela e vê a queda de seu ídolo e marido é surpreendente.

Melhor Comédia: “Aconteceu Naquela Noite” (“It happenend one night”, Clark Gable, Claudette Colbert, 1934). Não é daquelas de rolar de rir, mas é bem divertida. Uma história de amor entre duas pessoas bem diferentes, mas que rende bons momentos, como a aula de Gable sobre como pedir carona.

Melhor Musical: “Um dia em Nova York” (“On the Town”, Gene Kelly, Frank Sinatra, 1949). Um musical contagiante, com divertidos números, romance e belas tomadas na própria NY, que nos fazem sentir que tudo é possível na Big Apple.
Melhor Gangster: “Inimigo Público Nº 1”(“The Public Enemy”, James Cagney, Jean Harlow, 1931). Um filme eletrizante, uma visível lição de moral, uma aula de atuação. Todas as ações de gangsters durante a permanência da Lei Seca, com perseguições, tiroteios, mulheres bonitos e um final surpreendente.

Melhor Filme de Guerra:A um passo da Eternidade”(“From here to eternity”, Deborah Kerr, Burt Lancaster, 1953). A guerra pode ainda não ter começado, mas a rotina dos soldados e vizinhos de uma base aérea do Havaí é bem agitada: brigas, traições, mortes e romances temperam esse clássico inesquecível.

CONTINUA...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fiquem de olho nos documentários da TV Cultura!

Olá! Nos últimos meses, a TV Cultura, excelente canal, passou a exibir documentários na faixa das 23h. Última segunda dei a sorte de pegar desde o começo " Diabo da Tasmânia: A vida rápida e furiosa de Errol Flynn". Hoje resolvi acessar o site em busca da programação e olhem só a atração de amanhã:


Hitchcock, Selznick e o fim de Hollywood

No dia 10 de dezembro de 1938, David O. Selznick incendiou Atlanta. Nos fundos de seu estúdio, em Culver City, Selnick havia iniciado aquele que foi o maior, o mais profuso filme da Era de Ouro de Hollywood, ... E o Vento Levou. Enquanto as chamas ardiam, os telefones das delegacias locais não paravam de tocar. “A MGM está pegando fogo!”, gritavam. “Não”, era a resposta, “David O. Selznick está filmando.”

O responsável, naquela noite, era o produtor de arte William Cameron Menzies, mas todos sabiam que era homem de Selznick. Com apenas 36 anos de idade, Selznick já era uma lenda. Ele dirigiu um estúdio importante antes dos trinta, criou sua própria companhia independente aos trinta e três e, casando-se com a filha de Louis B. Mayer, o chefão da MGM, muitos consideravam que ele ocuparia o trono de uma nova dinastia de Hollywood.
Mas também era horrível trabalhar para Selznick. Ele trocaria cinco diretores e dúzias de roteiristas antes de terminar ...E o Vento Levou; nada, nem ninguém ficava em seu caminho. Depois disso, Selznick transformaria a maneira como os filmes americanos eram feitos e comentados; ele ensinou Hollywood a criar um evento, como nunca fora feito antes ou chegou a ser feito depois. Mas foi durante ...E o Vento Levou que Selznick contribuiu de maneira mais duradoura com o cinema. Por estranho que pareça, não teve nada a ver com seu grande épico sulista. No verão de 1939, David O Selznick trouxe Alfred Hitchcock para Hollywood.
Hitchcock já havia experimentado a fama com seus thrillers ingleses O Homem que Sabia Demais e 39 Degraus. Ninguém fazia tanto sucesso na Inglaterra, nem era tão conhecido. E ninguém dominava tão bem a arte de fazer filmes quanto Hitchcock. Ele planejava meticulosamente cada tomada, sabendo exatamente do que precisava para obter o efeito desejado. Na verdade, o modo como Hitchcock fazia cinema era muito diferente da maneira descontrolada e inconclusiva de Selznick. Mas Hitchcock queria ir para Hollywood e ninguém mais o teria.

De 1939 até 1946 Hichcock trabalhou sob contrato com David Selznick. Sua colaboração foi marcada por alguns dos maiores filmes da década de 1940: Rebecca, Spellbound (Quando fala o Coração) e Notorious (Interlúdio) e prejudicada por um dos piores, The Paradine Case (Agonia de Amor). Mas, o mais importante foi esse relacionamento que exemplificou a mudança da guarda em Hollywood. Melhor do que qualquer indivíduo, David O. Selznick representou o sistema do estúdio, no qual produtor/estúdio tinham controle absoluto sobre um filme e o talento sob contrato. Alfred Hichcock foi um dos primeiros diretores reconhecidos por controlar todos os aspectos dos filmes que fazia.



Não vou perder por nada! anotem em suas agendas e fiquem de olho: Cultura Documentários, dia 9/12!
Aproveitem!
Lê ^_^

domingo, 5 de dezembro de 2010

50 filmes que você deveria ver antes de morrer no TCM

Finalmente, o grande mês de dezembro chegou! E não é só por causa das tão esperadas férias escolares que eu agurado ansiosamente pelo mês do Natal. Já é tradição no TCM a exibição de 50 filmes essenciais para todo cinéfilo. Olha só o que está no site:

Aclamados pela crítica internacional ou adorados com fervor pelo público; merecedores de um lugar privilegiado nos livros especializados ou no coração da audiência; clássicos indiscutíveis ou símbolos de uma geração; guardados com carinho na memória dos cinéfilos ou vencedores de diversos Oscars… todos marcos inquestionáveis do cinema e, muitos, parte de nossas vidas. Filmes que, se você não viu, deveria ver e, se já viu, deveria ver de novo. Em dezembro, no TCM, uma nova edição do especial 50 FILMES QUE VOCÊ DEVERIA VER ANTES DE MORRER.

De clássicos que são sinônimos da era dourada de Hollywood, como Capitão Blood, passando por épicos majestosos, como A Conquista do Oeste e Doutor Jivago, a filmes que transformaram a tradição clássica e deixaram suas marcas no caminho em direção ao futuro, como a crítica pulsante a Hollywood Nasce uma Estrela e o anticonvencional western de Nicholas Ray Johnny Guitar. Do nascimento de um gênero, com Inimigo Público, à sua perversão total com Scarface Brian De Palma. Dos maiores expoentes da comédia sofisticada, como Ernst Lubitsch e George Cukor, às estripulias de Abbott & Costello. E, é claro, não poderia faltar o fenômeno que é a própria definição deste especial, um desses filmes que parece inconcebível não ter visto: Star Wars.
Mas, como sabemos, a criação de qualquer seleção é precedida por acaloradas discussões e decisões salomônicas. E, este ano, você também terá o prazer de nos ajudar nesta tão delicada, mas gratificante, missão. No tcmla.com, você encontra as enquetes das quais resultarão quatro dos títulos que integrarão esta edição. Participe do debate, dê sua opinião e faça sua escolha... Nesta edição, você é nosso programador convidado.

Veja a lista neste endereço:

Que emoção! Já vi sete filmes da lista! Vou tentar completar mais alguns!
Beijos!
Lê ^_^

sábado, 27 de novembro de 2010

50 anos sem Clark Gable

Há meio século, mulheres de todo o mundo choravam a perda de um ídolo e, muitas vezes, um amor secreto: Clark Gable. Aos 59 anos, duas semanas após concluir o filme " Os Desajustados", Gable sofreu um ataque cardíaco fulminante. Teve uma vida intensa, 90 filmes, 1 Oscar, cinco casamentos, dois filhos ( a menina, jamais assumiu, o menino, sequer conheceu). Em homenagem a esse ícone, vejam o que encontramos muito bem escrito no site do TCM:

" Dentes proeminentes e orelhas salientes são, paradoxalmente, duas das características mais marcantes de um dos galãs máximos das telas. Clark Gable, protótipo do homem hollywoodiano, não ostentava uma beleza tradicional, mas seu grande truque consistiu em exalar uma sexualidade ameaçadora e em demonstrar uma atitude de desdém resumida naquela frase que todo homem alguma vez sonhou em proferir com o mesmo ar blasé de Gable: “Frankly, my dear, I don't give a damn”. Gable demonstrava uma segurança excepcional na frente das câmeras ante felinas como Jean Harlow, Ava Gardner, Vivien Leigh e Claudette Colbert.
Sua carreira, desde o purgatório da classe B até o superestrelato, acabou de maneira triste. Já desvinculado da MGM e após alguns anos erráticos em produções menores, ele protagonizou um dos filmes mais simbólicos do ocaso da era dourada de Hollywood, em cujo Olimpo Gable ocupava um lugar de destaque. Em Os Desajustados, também o último filme de Marilyn Monroe, John Huston nos mostra sem floreios os deuses em declínio.
A 50 anos de sua morte, quando seu corpo se rendeu ante as exigências que o estrelado lhe havia imposto, prestamos uma homenagem ao proclamado “Rei de Hollywood” com oito de seus mais lembrados papéis, em filmes igualmente inesquecíveis, como E o Vento Levou (1939), o Grande Motim (1935), San Francisco (1936) e Os Desajustados (1961), entre outros; e a exibição especial do documentário Clark Gable: Tall, Dark and Handsome (1996). "


Beijos!
Lê ^_^

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Frases populares que também são títulos de filmes

Você já viu reportagens em jornais e revistas com esses títulos. Já escutou alguém (mais velho, provavelmente) usando essas expressões. Talvez vc mesmo já as tenha pronunciado. Mas nem se deu conta de que elas também nomeiam grandes produções cinematográficas:


1. Nasce uma Estrela: O preferido de jornais, críticos de cinema e de música.Talvez eles usem sem se dar conta da origem. Já vi até em enunciados de questões de vestibular!
2. Do mundo nada se leva: Uma frase bem popular entre os religiosos e os mais antigos, pregando o desapego aos bens materiais, além de ser uma ótima frase para acabar uma redação.
3. A Mulher faz o Homem: A preferida das feministas, junto com “por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”.
4. A Felicidade não se compra: A mais pura verdade. O título original do filme (It’s a Wonderful Life) não tem nada a ver com a frase, mas aqui ela casou direitinho com o enredo. Minha mãe tem um livro aqui em casa com o mesmo título, mas não adiantou eu folhear: não é a mesma história.
5. Esse mundo é um hospício: A frase mais verdadeira que eu já ouvi. Afinal, de médico e de louco...
6. Assim caminha a humanidade: Face às tragédias e aos escândalos, muitos já falaram isso, desolados. É outro título que não mantém nenhuma relação com o original (Giant).


Quem se lembrar de mais alguma, por favor deixe um comentário para eu aprimorar a lista!
Bjo,
Lê ^_^

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cinebiografias pelas quais esperamos ansiosos

Quem tem um grande ídolo não se cansa de correr atrás de novidades sobre ele: sites, livros, artigos, notícias em jornais e revistas e fotos. Quando sai um filme sobre a vida dessa pessoa adorada, então, que alegria! Por um bom tempo a produção cinematográfica vai gerar publicidade e curiosidade em relação ao seu ídolo! É por isso que nós, grandes fãs, estamos esperando ansiosos por muitas cinebiografias que foram prometidas. Saca só alguns boatos:


Marlon Brando: Dizem que haverá um filme centrado principalmente na vida pessoal de Brando, sem se preocupar tanto com a carreira. E olha que isso já dá muitas histórias cabeludas. Para quem teve aquela infinidade de mulheres...

Greta Garbo:
Outra promessa, tendo eu já visto o nome esquisito de uma atriz européia que iria interpretar a diva sueca. Se bem que capturar a personalidade de Greta já é um trabalho muito árduo...


Frank Sinatra:
Saiu notícia até no Yahoo que Leonardo Di Caprio iria interpretar o “voz de veludo”. OK, maquiagem e tintura fazem milagres, mas será que o magnífico cantor será bem representado? É esperar e torcer ( ainda mais porque eu exijo alguém que interprete Gene Kelly no filme!).



Get Happy - A vida de Judy Garland: Confirmadíssima produção com Anne Hathaway (Diário da Princesa, o Segredo de Brockeback Mountain) no papel da cantora. Estava prevista para esse ano, mas parece que só sai ano que vem... Ai, quero ir à estréia e vestida como Judy (não como Dorothy, porque aí já é mico demais...)!


Por último, uma bela foto unindo passado e presente: Chris Colfer, o fofíssimo Kurt de Glee, com alguns discos de vinil da diva Judy Garland!

Beijos,
Lê ^_^

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cenas que mesmo os não-cinéfilos têm gravadas na memória

Talvez a maioria dos 6 bilhões de seres humanos do planeta não acesse os sites de canais de TV para ver que filmes vão passar durante o mês, não marque na agenda a data de estréia ou mesmo de reprise daquele filme, não seja tarado para completar listas de “filmes para ver antes de morrer” ou não reconheça uma película através de uma única imagem. Porém quase todos têm , talvez instintivamente, cenas e imagens famosas guardadas na memória, mesmo que não saibam de onde elas vêm.

15. O ET em sua bicicleta, com a lua ao fundo, de ET – o extraterrestre
14. Kate e Jack na borda do navio, de Titanic
13. Tarzan pulando de cipó em cipó e gritando, de vários filmes
12. King Kong subindo no Empire State, de King Kong
11. Elizabeth Taylor como Cleópatra
10. Dorothy, o espantalho, o homem de lata, o leão covarde e Totó indo ver o mágico, de O Mágico de Oz
9. Stallone sangrando, de Rocky
8. O macaco jogando um osso para cima, de 2001: Odisseia no Espaço
7. Vito Corleone e sua voz rouca, de O Poderoso Chefão
6. John Travolta dançando Bee Gees, de Embalos de Sábado à Noite
5. O vestido de Marilyn Monroe levantado pela tubulação de ar, de O Pecado Mora ao Lado
4. Gene Kelly em sua mais famosa cena, de Cantando na Chuva
3. Chaplin como Carlitos, o adorável vagabundo, de vários filmes
2. Audrey Hepburn de vestido tubinho preto, de Bonequinha de Luxo
1. Assassinato no chuveiro, de Psicose
Aposto que cada imagem foi se desenhando em sua mente conforme vc foi lendo, não? O post dispensa qualquer imagem!
Bjo!
Lê ^_^

domingo, 10 de outubro de 2010

Orson Welles – “O” diretor

Welles é meu diretor preferido. Ele me conquistou desde A Dama de Xangai, maravilhoso filme noir com Rita Hayworth. Neste mês, o TCM exibe semanalmente filmes do consagrado diretor. E, mais uma vez, traz um belo texto sobre esse mestre da sétima arte:





A obra de Orson Welles é uma curiosa fusão com sua vida, e as duas respondem à definição que Jorge Luis Borges deu de Cidadão Kane (1941): um labirinto sem centro. O enigma do surgimento e queda dos “homens maiores que a vida” foi a constante de sua obra, um enigma que, na tela, representou com torturado barroquismo. E essas tramas labirínticas refletem sua vida: garoto prodígio, órfão vagando pela Irlanda e Marrocos, toureiro na Espanha, diretor de teatro de vanguarda e presença ubíqua nas mídias de massa norte-americanas aos 22 anos de idade.

Seu salto à fama mundial ocorreu com uma brincadeira um tanto sinistra: sua representação no rádio de A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, foi tida como uma verdadeira transmissão de uma invasão extraterrestre e provocou um pânico massivo que culminou com alguns suicídios. Em vez de ser execrado, o jovem de 24 anos ganhou um contrato inédito: a RKO concordou em lhe dar liberdade para rodar um filme com um tema de sua escolha e com direito ao corte final, algo sonhado, mas impossível até para os mais louvados veteranos de Hollywood.
O que se seguiu foi a realização do filme considerado, com justiça, o mais importante da história do cinema: Cidadão Kane. E, depois, a queda, ou suposta queda. Sua carreira continuou com a ambiciosa adaptação de uma história praticamente autobiográfica, uma alegoria de sua infância consentida e torturada: Soberba (1942), mutilada de maneira selvagem pelo estúdio.
A partir daí, começou a ser construído o mito do gênio maldito, o de um diretor talentoso demais para Hollywood. E ele voltou a vagar pelo mundo em busca de financiamento - dizia-se que Welles gostava mais de seduzir produtores para financiar seus projetos do que de executá-los.
Somada a isso, sua incapacidade patológica de finalizar seus projetos faz com que, quando observamos sua escassa, ainda que gigantesca obra, nos deparemos com uma misteriosa paisagem de ruínas imponentes. Por outro lado, sua paixão o manteve filmando seu grande sonho de décadas, uma versão de Don Quixote, por trinta anos.
No TCM, fazemos uma homenagem à baleia branca do cinema, o prodigioso Orson Welles com seus clássicos como diretor, Cidadão Kane e A Dama de Shanghai (1947), e suas participações como ator em Jane Eyre (1943) e Jornada do Pavor (1943), nos quais também é fácil discernir a mão por trás das câmeras do onívoro diretor.


Agora, uma curiosidade: os dez filmes favoritos de Welles:


1. City Lights (1931, Charles Chaplin) 

2. Greed (1924, Erich von Stroheim) 
3. Intolerance (1916, D.W. Griffith) 
4. Nanook of the North (1922, Robert J. Flaherty) 
5. Shoeshine (1946, Vittorio De Sica) 
6. Battleship Potemkin (1925, Sergei Eisenstein) 
7. The Baker's Wife (1938, Marcel Pagnol) 
8. Grand Illusion (1937, Jean Renoir) 
9. Stagecoach (1939, John Ford) 
10. Ninotchka (1939, Ernst Lubitsch)


Beijos!

sábado, 2 de outubro de 2010

Os 15 filmes clássicos mais influentes, segundo o TCM


Para celebrar os 15 anos do TCM (Turner Classics Movies),em 2009 o canal apresentou uma lista com os 15 filmes clássicos mais influentes do cinema. A relação segue de acordo com a ordem cronológica e, segundo a emissora esclareceu, não se trata, necessariamente, dos títulos mais importantes, mas, sim, daqueles que moldaram o cinema e o público que os assistiram.

1. O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith
2. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei M. Eisenstein
3. Metrópolis (1927), Fritz Lang
4. Rua 42 (1933), de Lloyd Bacon
5. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
6. Branca de Neve e os Sete Anões (1937), de David Hand
7. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
8. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
9. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
10. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica
11. Rashomon (1950), de Akira Kurosawa
12. Rastros de Ódio (1956), de John Ford
13. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
14. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock
15. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas

Que vergonha! Só assisti a 5 filmes da lista! Como sou aficcionada por listas, taí mais uma para eu completar.

Beijos!

sábado, 18 de setembro de 2010

E eles eram tão fofos...

Sabe quando você encontra uma pessoa que não via há muito tempo e nem a cumprimenta porque não a reconheceu? Aí, quando fica sabendo que ela é quem é, fica surpreso, às vezes com a melhora, às vezes com quanto seu conhecido está acabado? Com os atores e atrizes de cinema ñ é diferente: o tempo também modifica-os e muito, para melhor ou para pior. Veja alguns exemplos de pessoas que desmancharam em pouco tempo:

Marlon Brando: Em um período de apenas 20 anos, Brando passou do galã sexy de camiseta justíssima em “Uma Rua Chamada Pecado” (A Streetcar Named Desire, 1951) para o mafioso obeso, chefe de um clã e dono de uma voz rouca ameaçadora, a qual, aliás, minha mãe imita muito bem. OK, dos 27 aos 47 dá para mudar bastante, mas o tempo pegou pesado com Brando.

Bette Davis: Tia Bette nunca foi a mocinha mais bonita do cinema, mas a velhice, na minha opinião, não foi boa para ela. Seus belos olhos azuis ficaram grandes demais em seu pequeno rosto. É só ver a atriz em um documentário sobre ela mesma, na década de 80.

Orson Welles: Ele era uito fofo nos primeiros filmes, da década de 1940. Mas pouco mais de uma década foi suficiente para que o grande ator e diretor engordasse horrores. Foi melhor ter ficado atrás das câmeras mesmo.


Certo, posso ter sido meio malvada, então vamos a um exemplo de alguém que ficou melhor com o passar dos anos:
Clark Gable: Ninguém merece ver uma foto de Gable no início de carreira, quando ainda fazia só teatro. Dá pesadelos à noite. Ele tinha orelhas de abano, bem maiores que as observadas em seus anos de glória no cinema, além de poucos e péssimos dentes, que se esgotaram em 1933. Mas sua primeira mulher deu uma recauchutada e deixou-o como o conhecemos e, depois, ele a deixou por outra. Ingratidão. :)

sábado, 11 de setembro de 2010

Qualquer semelhança...

... pode ser mera coincidência. Mas o que eu observei e vou relatar rapidinho para vcs hoje é um fato bem curioso: a semelhança entre personagens de desenho animado e astros do cinema clássico.
Spencer Tracy em “Adivinhe quem vem para jantar”, está igualzinho ao senhor rabugento do recente filme “Up: Altas Aventuras”. Até o formato dos óculos é idêntico!


Shirley Temple foi retratada no desenho animado “Madeleine” como a caprichosa atriz-mirim Darla Dimple. A personagem também está no filme “ Gatos não Sabem Dançar”. A terminação igual do nome de ambas é proposital.


Gene Kelly: foi a inspiração para o personagem principal do filme “Gatos não sabem dançar”, um simpático e sonhador felino. Tanto é que no final do filme há uma dedicatória ao ator.


Mais uma prova de que em qualquer área sempre haverá uma herança do cinema clássico.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Imunes ao Tempo

Quem nunca quis descobrir uma fórmula da juventude, para permanecer sempre igual com o passar dos anos? Alguns dos astros de filmes clássicos parecem ter conseguido essa façanha e continuaram com a mesma aparência por anos a fio.

Fred Astaire: um dos símbolos máximos de elegância, segundo meu avô foi preciso tirar as medidas dele para fazer ternos apenas uma vez, pois ao longo da vida ele não engordou ou emagreceu um grama. De fato, ele é o mesmo nos musicais em preto-e-branco dos anos 30 e nos filmes “That’s Entertainment”da década de 70.


Gene Kelly: talvez dançar seja o segredo para conservar-se jovem. Embora Gene Kelly ñ permaneça com seu corpo atlético para sempre, a juventude imperou por muitos anos no rosto do ator. Aos 30 anos, dançando em Paris com Leslie Caron, ou aos 60, reencontrando Fred Astaire em “That’s Entertainment 2”, lá está Gene, jovial, sem rugas ou cabelos brancos. Se bem que diziam as más línguas que ele não tinha um fio de cabelo, e por isso usava sempre uma peruca.


Marlene Dietrich: já era considerada velha ao ir para Hollywood filmar “O Anjo Azul”, pois tinha quase 30 anos. Mas ela provou que tinha idade e beleza suficiente para brilhar por décadas. Por isso continuou seduzindo e surpreendendo em “Testemunha de Acusação” ou “Julgamento em Nuremberg”, filmes rodados quando ela tinha quase 60 anos.




Audrey Hepburn: A eterna Bonequinha de Luxo foi elegante e esbelta a vida toda. Sempre bem-vestida, fez uma promessa, na juventude, de nunca ultrapassar os 46 quilos, exceto quando estivesse grávida. E a cumpriu, apesar de ser extremamente alta.

Que inveja, não é mesmo?

domingo, 15 de agosto de 2010

Dos musicais para as séries de TV

Olás a todos!! Nós já estamos mais do que acostumados a associar determinados atores e atrizes a determinados gêneros. Isso ocorre com grande freqüência nos musicais. Ruby Keeler, Dick Powell, Fred Astaire, Ginger Rogers, Judy Garland, Gene Kelly, Donald O´Connor, Leslie Caron e tantos outros fizeram história cantando e dançando. Tanto é que alguns trabalhos deles são quase desconhecidos. Vamos nos deter nas surpresas na carreira dos dois mais conhecidos dançarinos do cinema clássico: Kelly e Astaire.

Gene Kelly ficou mundialmente famoso dançando na chuva com febre e um forte resfriado. Mesmo quem nunca viu um filme clássico normalmente se lembra de ter visto a famosa cena, que entrou para a cultura popular. O que quase ninguém sabe é que, em uma série americana chamada “O Bom Pastor”(Going My Way, 1962/63), ele fazia o papel de um padre. Durante um ano, semanalmente, Gene usava uma batina e se comportava religiosamente bem. Mas não se iludam: houve um episódio em que ele ensinou um menininho a dançar, podendo, assim, voltar a sacudir seu esqueleto cheio de fé.

Já Fred Astaire, que desde os anos 30 sapateava e rodopiava com Ginger Rogers pelos ares, passou seus últimos anos de carreira dedicando-se a dramas. Um deles, “Inferno na Torre”, lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ele também participou da série “O Rei dos Ladrões” (It Takes a Thief, 1968/70), na qual fazia pontas como o pai do personagem principal, Alexander Mundy, interpretado por Robert Wagner. A série era inspirada no filme “Ladrão de Casaca”, de Hitchcock, e é bem parecida com a atual “White Collar”. Também participou de “Galactica – Astronave de Combate” (Battlestar Galactica) e “Dr Kildare”.
Mais uma prova irrefutável de que algumas pessoas nasceram para brilhar em qualquer território.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Orson Welles e sua megalomania

Eu amo Orson Welles. Para mim, um dos melhores diretores de cinema e um artista completo. Só não é mais completo que Chaplin porque não compunha as músicas de seus filmes. No entanto, há uma semana, Soberba, de 1942, me decepcionou. Tudo bem, o filme era dublado e eu estava com sono, por isso me confundi um pouco. Mas o filme foi um fracasso já em seu lançamento, e não foi por causa de Welles.

Logo depois de Cidadão Kane, o diretor fez esta adaptação de um romance. Desta vez, não atuaria, apenas narraria. Há relatos que ele sequer esteve presente no set, dirigiu tudo por telefone. Mas fez um filme muito grande para a pequena e quase falida RKO. O filme, que tinha inicialmente 2 horas e 28 minutos teve 17 minutos cortados. Depois, quando Welles veio para o Brasil fazer um documentário encomendado pelo presidente dos EUA ( olha aí embaixo o diretor e o então presidente Getúlio Vargas), cortaram mais 43 minutos. E deu no que deu.


De fato, Orson era conhecido como uma pessoa difícil e viu sua carreira quase desmoronar após apenas dois filmes. Mas não aprendeu. Quando sua então esposa Rita Hayworth convenceu a Columbia a deixá-lo dirigir A Dama de Xangai, ele atacou novamente: no final, o filme ficou com duas horas e 35 minutos. Mas lá vieram os infelizes executivos e deixaram-no com apenas 87 minutos, 1 a menos que Soberba. E, na minha opinião, A Dama de Xangai é uma obra-prima. Fico imaginando se, a exemplo do que fizeram com Nasce uma Estrela de 1954, poderiam encontrar as partes cortadas e restaurar o filme à sua versão original.

Seria fantástico.

sábado, 17 de julho de 2010

Top Five – Excelentes traduções de títulos

Alô, colegas! De fato, não é fácil traduzir um texto, uma expressão e, em especial, um título de filme. Muitas vezes são dadas expressões cotidianas e gírias norte-americanas, ou nomes simplórios demais às produções. Qual não deve ter sido a dificuldade para traduzir “Duck Soup”, filme dos irmãos Marx?

Vamos à lista:


5. “Um Convidado bem Trapalhão” (“The Party”, 1968): Mais um título que não diz nada, “A Festa”, e foi muito bem consertado, dando a noção, também, de comédia.
4. “Duas semanas de prazer” (Holiday Inn, 1942): Poderiam ter colocado m subtítulo esquisito, como “Holiday Inn – O hotel”, mas o nome que causa estranheza à primeira vista tem um propósito: o hotel aberto por Bing Crosby só funciona nos feriados, que contabilizavam , na época, 14 dias.
3. “Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954): A janela através da qual um James Stewart de perna engessada pratica voyeurismo com seus vizinhos não é apenas a “janela traseira”de seu apartamento, mas sim uma janela bem indiscreta.
2. “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” (“Airplane”, 1980): Também muito fraco, “Avião” foi transformado nesta célebre frase, a qual minha mãe adora repetir enquanto dirige, e que já nos dá a noção deque se trata de uma boa comédia.
1. “A Mulher faz o Homem” (“Mr. Smith goes to Washington, 1939): Ao invés de um simples “Sr. Smith vai a Washington”, este título nos revela muito, porque, de fato, o humilde protagonista não seria tão ousado e célebre em sua atuação política se não fosse por sua secretária, admiradora e incentivadora.



Pois é, nem sempre os tradutores fazem lambança na hora de dar títulos aos filmes!
Beijos,
Lê ^_^

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os losers estão de volta!



Eles surgiram há pouco tempo e já viraram mania mundial.Depois de milhões de downloads, visualizações dos vídeos no YouTube, muitos prêmios no Globo de Ouro, Satellite Awards e outros, 19 indicações para o Emmy de 2010, o seriado Glee volta para a segunda parte da sua primeira temporada na Fox nesta quarta-feira (14).


A história é simples e diferente: em uma escola, alguns dos alunos mais marginalizados e mal-vistos do Ensino Médio (entre eles, um homossexual, um cadeirante, asiáticos, líderes de torcida burrinhas e uma garota que não admite que alguém seja melhor que ela) entram para o desacreditado clube do coral. Então, descobrem o que têm de melhor (e de pior), passam a se aceitar e encontram forças na amizade, além de fazerem sucesso nos palcos.


Finalmente, desde os primeiros seriados teen da década de 90, são quebradas as odiosas panelinhas e é dado destaque para os excluídos, os diferentes, os “esquisitos”. A moda idiotamente copiada por adolescentes brasileiros do ataque e preconceito contra esses losers parece agora ter de enfrentar o sucesso de um grupo deles. É louvável que os seriados comecem essa reação cultural contra o preconceito, como acontece em “The Big Bang Theory”, em que os nerds são mostrados como pessoas interessantes, apesar de parecerem excêntricas, indo muito além de qualquer clichê ou estereótipo. Aliás, na década de 90, era comum ver, em traduções de filmes e séries, as palavras “nerd” ou “geek” virem como “idiota” ou “otário”.


Particularmente, me agrada muito a escolha das músicas, que vi desde os sucessos atuais aos mais antigos. Adoro o Kurt (e quem não gosta?) e amaria se ele tivesse mais solos, o que provavelmente não ocorrerá (quem assistiu ao episódio “Wheels” sabe o porquê). Gostaria muito que Chris Colfer ganhasse o Emmy de Ator Coadjuvante em Comédia. Mas ainda torço por Jim Parsons para Ator Principal em Comédia, pois o sem-sal professor Will não me agrada nem um pouco.


Como sempre, minha birra é pela mania da Fox de dublar suas séries, o que as descaracteriza um pouco, além de ser esquisito na hora em que o áudio original começa durante as músicas.


Enfim, ficamos prontos para o início deste novo ciclo e, espero, de uma nova mentalidade da juventude.
Beijos mil,
Lê ^_^

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Meu Top 10 – Drama / Aventura

Olá!! Com certeza vcs já devem ter visto listas, até as oficiais do AFI (American Film Institution) com o ranking dos melhores filmes. Como uma boa aficionada, resolvi discordar um pouco dessas listas e bolar meus próprios “top 10”, começando pelas produções que nos levam às lágrimas: os dramas!

10- “Madame Curie” (idem, 1943): A descoberta do rádio e do polônio pela cientista (Greer Garson), com seu marido Pierre Curie, é relatada de maneira fascinante. Baseado nos relatos de uma filha do casal, mostra como foi difícil o caminho que levou Marie a ser a primeira e única pessoa a ganhar prêmios Nobel em categorias distintas.

9- “A Mulher faz o Homem” (Mr. Smith Goes to Washington, 1939): No Ano do Cinema, um simplório chefe de escoteiros (James Stewart) é indicado ao Senado para poder ser manipulado por um inescrupuloso bando. Sua única vontade é impedir a construção de uma barragem que passa por áreas preservadas importantes. Para isso conta com a ajuda e o incentivo de sua secretária (Jean Arthur).

8- “Nasce uma Estrela” (A Star is Born, 1937 / 1954): Hollywood é uma fábrica de sonhos, mas alcançar prestígio nestas terras não é fácil. Que o diga Esther Blodget, transformada por essa fábrica em Vicki Lester, superestrela. Seu apogeu coincide com a queda de seu marido, Norman Maine, astro alcoólatra que a encantou e incentivou. Eu só assisti à primeira versão, com Janet Gaynor e Fredrich March. Dizem que a segunda, com Judy Garland e James Mason, é melhor, até pela aproximação com a vida conturbada de Judy.

7- “Depois do Vendaval” (The Quiet Man, 1952): Ex-lutador (John Wayne, fora de um faroeste) volta para sua Irlanda natal após ter matado um adversário. Apaixona-se por uma moça difícil (Maureen O’Hara) e, contra a sua vontade, terá de lutar para casar-se com ela. Conta-se que o nome da moça, Mary Kate Danaher, veio da junção dos nomes das duas mulheres da vida do diretor John Ford: sua esposa Mary e Katharine Hepburn. Injustiça ter perdido o Oscar de Melhor filme para “O Maior Espetáculo da Terra”.


6- “A um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity, 1953): A história se passa no Havaí em 1941, em um quartel militar onde um alto funcionário (Burt Lancaster) mantém uma escandalosa relação com a esposa do chefe (Deborah Kerr) e dois jovens soldados arrumam confusões: Montgomery Clift e Frank Sinatra, provando com um Oscar que não era apenas uma grande voz.

5- “A volta ao mundo em 80 dias” (Around the world in 80 days, 1956): Vc realmente viaja em três horas de aventuras e perigos que Phileas Fogg (David Niven) e seu “assistente” Passepartout (Cantinflas) vivem para ganhar uma aposta. Pura magia em todos os lugares pelos quais eles passam. Outro dia, inclusive, achei o livro de Júlio Verne em uma biblioteca. Nessa versão, o nome da personagem de Cantinflas é traduzido como “Chavemestra”. Loucura total.

4- “Julgamento em Nuremberg” (Judgement in Nuremberg, 1961): Alguns nazistas são julgados por um tribunal americano em Nuremberg, apenas 3 anos depois da guerra. Mas eles não são carrascos de campos de concentração, smas sim juízes e ministros que condenaram e promulgaram leis racistas. A atuação de Maximillian Schell, como advogado de defesa, até nos leva a crer na inocência dos acusados, e a bela Marlene Dietrich, que combateu os nazistas, está aqui defendendo-os para o juiz Spencer Tracy. Destaque também para os emocionados Montgomery Clift, Burt Lancaster e Judy Garland.


3- “A Dama de Xangai” (The Lady from Shanghai,1947): Orson Welles é meu favorito. Polivalente, roteirista, diretor e ator, deixou aqui mais um conjunto de pensamentos inesquecíveis (o que é ter vantagem? Quão importante é a essência de cada um? E a história dos tubarões em Fortaleza, então?) e uma sequência de tirar o fôlego na sala dos espelhos. Dirigiu Rita Hayworth com maestria mesmo em franca crise conjugal com a ex-ruiva. Uma curiosidade é que nosso poetinha Vinicius de Moraes estava nos EUA como embaixador e acompanhou as filmagens desta película.

2- “Casablanca” (idem, 1941): Aquele tipo de filme que todos sabem o que vai acontecer no final, mas mesmo assim atrai multidões. Não há outro que deixou tantas frases no imaginário e no vocabulário das pessoas, ou uma música tão memorável tocando tantos corações (aliás, meu sonho é aprender a tocar As Time Goes By no piano). Que importa o aparente coração frio de Rick (Humphrey Bogart) e o final pouco usual? Entrou para a história.

1- “E o vento levou” (Gone with the Wind, 1939): É tudo!!! As 3h42min mais bem gastas, com um filme surpreendente, atuações primorosas, imagens incríveis e a mais humana das personagens: Scarlett O’Hara (Vivien Leigh). Não dá para ser o mesmo depois de assisti-lo. Vc fica pensando, digerindo a trama por horas após o fim. E não é possível chegar à conclusão de que a voluntariosa mocinha mereceu ou não sua sina.

Infelizmente, eu ainda não tive a oportunidade de ver Cidadão Kane, aclamado por duas vezes como o melhor filme de todos os tempos.

Beijos!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Drummond e o cinema clássico

Olá, amigos!! Sou uma grande apreciadora de literatura: leio muito, de quase tudo, adoro estudar as vidas e as obras dos mais diferentes autores. Um dos meus favoritos é o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Como pessoa sensível e observadora no seu tempo, “o breve século XX”, ele escreveu muito sobre os marcantes acontecimentos da época. Mas não foi só sobre isso que o poeta versou: sendo também um consumidor de arte nos anos 1900, Drummond também falou sobre as estrelas e os filmes clássicos. Como os poemas são vários e um pouco extensos (por favor, não fique desestimulado a ler porque eles são grandes, vale à pena) para colocar em um post, aqui vão alguns links:

Canto ao homem do povo Charles Chaplin:
http://www.lumiarte.com/luardeoutono/drummond1.html



Joan Crawford: In Memorian
(o poema está na página 16 – desculpe por estar num formato tão esquisito, foi muito difícil achá-lo) http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/banco_objetos_crv/4_A_LITERATURA_EM_DIALOGO_COM_OUTRAS_ARTES.pdf



Os 27 filmes de Greta Garbo: http://pracadapoesia.blogspot.com/2011/02/os-27-filmes-de-greta-garbo.html


A Carlito: http://mila-chaplin.blogspot.com/2007/10/carlito-carlos-drummond-de-andrade.html


Outros dois poemas, chamados “O Grande Filme”, sobre Intolerância, de 1916,e “Retrorelâmpago de amor visual”, que cita várias atrizes clássicas que Carlos considera como suas namoradas, são muito pouco conhecidos e, portanto, não consegui encontrá-los. Se tiver um tempo, digito-os para vcs.
Beijos cinematográficos,
Lê ^_^

sábado, 22 de maio de 2010

Ziegfeld Follies e estranhas coincidências


Minha idéia original era apenas comentar os divertidos segmentos do musical de 1945, Ziegfeld Follies. Mas as notícias recentes não me deixam fazer isso: fiquei arrepiada com as estranhas coincidências que aconteceram na semana após a exibição do filme:


* Na segunda-feira seguinte, não conseguia tirar da cabeça a música Love, cantada lindamente no filme por Lena Horne. E qual não foi meu espanto quando vi no jornal que ela tinha morrido? Sinistro
* Procurando mais informações na internet, não pude deixar de me deparar com as Ziegfeld Girls. Li que ainda havia uma viva, com 106 anos. E, na terça-feira, ela também faleceu!
* Outra que também nos deixou recentemente foi Kathryn Grayson, que canta a música final do filme (There's Beauty Everywhere).


Em suma, ou eu tive a comprovação de meus poderes paranormais, ou foi apenas uma série de infelizes coincidências. Mas vamos à parte deliciosamente divertida do filme:


# Fred Astaire se apresenta quatro vezes, no número inicial, Here's To The Girls, na valsa com Lucille Bremmer (This Heart of Mine), na trágica dança Limehouse Blues, e em um maravilhoso sapateado com Gene Kelly.
# Judy Garland canta e representa em The Great Lady Has an Interview.
# Bons “esquetes”, como “Pague os dois dólares”, “Número, por favor”, e a ótima sequência com Fanny Brice.
# Esther Willians está maravilhosa em um balé aquático e o superclássico é super bem representado pela Traviata.


Viva os musicais de 1940! Pura diversão!

sábado, 8 de maio de 2010

E no mês com os melhores filmes...

Olá! Venho hoje meio triste comentar o especial de maio do TCM, Swing Time. Os melhores e mais famosos musicais de todos os tempos sendo exibidos, infelizmente, no meu horário de aula. Gosto muito de musicais pela beleza da música e da dança e pelo puro entretenimento: filmes feitos para nos distanciarmos do mundo real por um tempo e nos envolvermos pela simples história e pelos belos passos. Em suma, produções para serem vistas em um momento de lazer de que eu não disponho ultimamente.
E, de novo, o site do TCM traz uma introdução pontual e inspirada para o especial (estou virando fã do autor desses textos):



Adaptação natural do teatro às telas, o musical encontrou no cinema o cenário ideal para exibir todo o seu brilho, tão sinônimo de espetáculo quanto uma resplandecente marquise.

Em maio, o TCM se orgulha em apresentar o especial Swing Time, em que veremos astros fulgurantes como Fred Astaire, ao lado de sua inseparável loura Ginger Rogers; Frank Sinatra, visitando pela primeira vez sua amada Nova York vestido de marinheiro; Gene Kelly, em uma belíssima coreografia sob uma chuva torrencial; John Travolta, ostentando um topete engomado e jaqueta de couro acinturada, se exibindo com uma dança sedutora à Olivia Newton-John; uma camaleônica Julie Andrews impostando sua voz em um cabaré parisiense e fingindo ser um transformista… e veremos até o nascimento de uma verdadeira estrela como Judy Garland entoando doces melodias, desde a cidade de St. Louis até o final de um arco-íris musical.

Coreógrafos brilhantes e diretores audaciosos serão os refletores que iluminarão o céu na noite de estreia. O perfeccionista Busby Berkeley contribuirá com suas caleidoscópicas representações abarrotadas de extras; Gene Kelly – do outro lado da câmera desta vez – exibirá suas complexas e inovadoras coreografias, e Bob Fosse contribuirá com um pouco de transgressão e erotismo. Outra contribuição moderna e iconoclasta é a de Alan Parker, que fez a fama de um grupo de jovens que incendiou com sua espontaneidade e ímpeto o gênero e, em sua parceria com o Pink Floyd, quebrou o muro que separava o musical de temáticas obscuras. Assim como Andrew Lloyd Webber, que iluminou com ares de flower power a paixão de Jesus Cristo.
Fique de olho na tela porque o show vai começar!

sábado, 1 de maio de 2010

Cadê o filme que estava aqui?


Não se assustem, aqui no blog não tem nenhum filme desaparecido. Faço essa pergunta para o querido canal TCM, especializado em filmes clássicos, que vira e mexe exibe um filme bem diferente da programação prometida. Vamos citar os exemplos que eu mesma presenciei:
1- Outro dia, no especial Hitchcock, estava prometido o filme Suspeita, com Cary Grant e Joan Fontaine. Certo, até que ele começou a ser exibido, mas sem áudio, só um chiado insuportável. Entra a propaganda (comercial no meio de um filme no TCM é sinal de que deu xabu), mas logo aparece a vinheta do mesmo estúdio RKO. O que acontece é que começa Levada da Breca, de 1938, com o mesmo Cary Grant e Katharine Hepburn, uma comédia substituindo um suspense!! E o detalhe é que Levada da Breca era dublado, com vozes esquisitíssimas.

2- No mês de março, os reponsáveis pela programação estavam meio pirados. Primeiro, A Volta ao Mundo em 80 Dias começou 2 horas antes do previsto, no lugar de O Morro dos Ventos Uivantes (os dois filmes com David Niven). Nos dois sábados seguintes, O Maior Espetáculo da Terra foi exibido duas vezes, no mesmo horário.
3- Numa tarde, estava prometido Dançando nas Nuvens, com Gene Kelly (bem, se há dança só pode ser Gene Kelly – ou Fred Astaire), mas nem chegou a começar: a atração exibida foi O Mágico de Oz (preciso citar o elenco?). Ok, trocou-se um musical por outro. Mas o pior ainda está por vir...
4- Em uma noite, havia a indicação da exibição de Nasce uma Estrela (não sei se é a versão com Judy Garland ou com Barbra Streisand, mas tenho certeza de que não era a original, com Janet Gaynor). E qual não foi minha surpresa quando vi que estava sendo exibido O Poderoso Chefão, de 1972? Quem troca um drama musical por um drama gângster? Só o TCM mesmo.
Enfim, erros como esses são até compreensíveis. Lembro-me agora apenas destes, mas se houve mais, devemos torcer para que sejam cada vez menos freqüentes, porque esse é um sinal de que há um problema com a qualidade dos arquivos que poderiam ser exibidos para um público fiel, como nós.
Beijos e até logo!
Lê ^_^

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TCM, sobre Greta Garbo

Olá! Nós, cinéfilos de plantão, sabemos que no dia 15 desse mês de abril faz vinte anos que o mundo perdeu Greta Garbo, um dos mais belos rostos do cinema. Nesse dia, o canal especializado em cinema clássico TCM vai prestar uma homenagem exibindo 5 de seus filmes (meu Deus, eu tenho que parar minha vida por um dia e ver esse especial!!). O que mais me chamou atenção foi esse texto no site do TCM, sobre o especial, que, ao que parece, foi escrito por um poeta ou um grande admirador:





Dona de um rosto perfeito e gélido – e, às vezes, capaz de transmitir emoções intensas -, artífice de uma vida coberta por um véu de mistério e de uma reclusão precoce e impenetrável, ela se fez um dos mitos mais emblemáticos da história do cinema: Greta Garbo, “a mulher que não ri”.

Nascida em 1905, Greta Lovisa Gustafsson começou sua carreira de atriz no cinema mudo, aos 15 anos de idade, em sua Suécia natal. Sua beleza irretocável e sua expressividade na tela deslumbraram o soberano da MGM, Louis B. Mayer, que a levou a Hollywood com um contrato exclusivo. A chegada do cinema sonoro, longe de prejudicá-la, a estabeleceu definitivamente, quando se escutou sua voz pela primeira vez com um carregado sotaque sueco, no filme Anna Christie(1931). Tanto seus seguidos sucessos nas telas quanto os rumores de sua ambiguidade sexual e o hermetismo de sua vida privada começaram a transformá-la em uma lenda. Surpreendentemente, no topo de sua popularidade e com apenas 36 anos, ela encerrou abruptamente sua louvada carreira e iniciou seu afastamento da vida pública, desatando uma feroz perseguição por parte da imprensa, a qual ela respondia com uma distância ainda maior.

Rodeada pelo mesmo mistério que inspirou toda a sua vida, em 15 de abril de 1990, Garbo deu seu último passo em direção à imortalidade. A 20 anos desse dia, o TCM presta uma homenagem à estrela com cinco de seus filmes mais celebrados - Mata Hari (1931), Rainha Cristina (1933), O Véu Pintado (1934), A Dama das Camélias (1936) e sua surpreendente incursão pela comédia, Ninotchka (1939), para que, como uma homenagem, possamos esboçar um respeitoso e tímido sorriso recordando a mulher que decidiu, talvez, rir sozinha.



Lindo e à altura desse grande talento da sétima arte, não?
Beijos!
Lê ^_^

sábado, 16 de janeiro de 2010

O dia em que a MGM emprestou Clark Gable

Atuando desde 1925, Clark Gable era uma das estrelas da MGM, sempre como galã em dramas e romances. Em 1934, ele recusou fazer um filme e, como punição, seus serviços foram postos à disposição da até então inexpressiva Columbia. Foi assim que ele ganhou seu único Oscar, por um papel que nunca teria na MGM.
Frank Capra, um conhecido diretor, leu um conto sobre uma herdeira em fuga que apaixona-se por um jornalista e resolveu transformar a história em um filme. Usou Gable, que estava disponível, e viu várias atrizes recusarem o papel principal por acharem a história ruim. Ele chamou então Claudette Colbert, que estava prestes a sair de férias. Relutante de início, ela só aceitou fazer o filme se dobrassem o seu salário (de 24 mil dólares semanais, foi para 50 mil) e se todo o filme fosse rodado durante suas quatro semanas de férias. Capra aceitou, mas ela mesmo assim reclamava nos sets e teria comentado, após o fim das filmagens, que esse fora seu pior filme. Ela também ganhou seu único Oscar de melhor atriz, tendo, na cerimônia, apenas agradecido o prêmio e o dedicado ao diretor.

Surpreendentemente, “Aconteceu Naquela Noite” foi responsável pelas 5 primeiras nomeações da história da Columbia e ganhou todos os prêmios (Melhores Filme, Ator, Atriz, Diretor e Roteiro), feitos só repetido em 1975, por “Um Estranho no Ninho”. Ao contrário do que se poderia imaginar, foi sucesso de bilheteria e de crítica.

Curiosidade 1: Clark Gable nunca havia feito comédias, e se divertiu muito nas filmagens. A cena em que, no meio da estrada, ele come uma cenoura, serviu de inspiração para a criação da personagem Pernalonga, em 1938.

Curiosidade 2: Claudette não queria tirar a roupa em frente às câmeras nas cenas em que ela e Gable estavam em quartos de pensões. Por isso ela sugeriu que fosse posto um cobertor para separá-los, já que as personagens não eram casadas, de maneira que só Clark fosse mostrado despindo-se. As “muralhas de Jericó”, como ficou conhecido o cobertor, viraram um símbolo do filme e conferiram humor e sensualidade à cena final.
Curiosidade 3: Na época, a camiseta era uma peça usada embaixo da camisa, para evitar manchas de suor. Nas cenas em que Clark Gable tira o terno e veste seu robe, ele não usa camiseta, porque Frank Capra achou que a cena ficaria longa e cansativa. Desde então as vendas de camiseta despencaram por causa do filme, e algumas fábricas ameaçaram processar a Columbia.

Enfim, essa semana vi o filme e adorei! Vale a pena conferir, por ser tão bom, tão premiado, e ter sido feito em tão pouco tempo!! Abraços,
Le^_^
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